Metalepse

Um narrador demasiadas vezes cruel.


Encontrei na tua história um abrigo

Um dos ramais construiu a nossa.

A mais bela.

Eu acho.


A metalepse junta estranhos improváveis

A interpelação é real, mas efémera

Uma temporariedade num universo infinito.


Não posso

Não me atrevo

Não estranho 

E não nego

O imperativo da ordem natural

Das coisas,

De tudo.

(Quem sou eu para fazer tal coisa?)


Mais cedo ou mais tarde...

(E não parece ser sempre mais cedo do que tarde nestas situações?)

Demasiado cedo.

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